Ficha técnica
Sinopse
Para Stefano Mancuso, o verdadeiro potencial para a solução dos problemas que nos afligem está nas plantas. Sua autonomia energética, ligada a uma arquitetura cooperativa, distribuída, sem centros de comando, faz delas seres vivos capazes de resistir a repetidos eventos catastróficos e de se adaptar com rapidez a enormes mudanças ambientais. Ao revelar a capacidade das plantas de aprender, memorizar e se comunicar, o cientista fundador da neurobiologia vegetal propõe um novo modelo para pensar o futuro da tecnologia, da ecologia e dos sistemas políticos.
XII Prêmio Galileo de escrita literária de divulgação científica 2018
Especificações do produto
- Autor (a)Stefano Mancuso
- Tradutor (a)Regina Silva
- GêneroCiência
- EditoraUbu Editora
- Páginas192
- Ano2019
- Edição1ª
- IdiomaPortuguês
- ISBN9788571260351
- Tamanho1,77 MB
- Idade indicadaLivre
Resenhas no
Resenha com spoilers
Revolucionário
Nessa obra Mancuso expõe de maneira tão esclarecedora e simples a inteligência das plantas ao mesmo tempo que propõe um futuro inspirado nos métodos mais revolucionários que os vegetais (uma outra maneira de estar vivo no planeta Terra) encontraram para dominar o planeta desde muito tempo atrás. Para quem se interessa por neurolobiologia vegetal (ou pelas plantas, no geral), é uma deliciosa leitura, porque ele também explica como as plantas “pensam”, sentem, ouvem e, de certa maneira, enxergam. Claro, nada parecido com o reino animal, mas nem por isso menos eficaz – muito pelo contrário, são excelentes na capacidade de superar desafios estabelecidos pelo meio ambiente. Além de tudo isso, o autor fala sobre tecnologias e arquiteturas inspiradas na anatomia e fisiologia vegetais. E não é só isso: ele também fala sobre biologia espacial (por exemplo, os experimentos de cultivo de plantas a bordo da ISS que já rolam há alguns anos). Sobre o quanto não importa como ou quando levaremos nossa espécie para lugares como a superfície da Lua ou Marte, uma coisa é certa: precisaremos das plantas da mesma forma que aqui, na Terra, precisamos dela tal qual um mergulhador precisa de um cilindro de oxigênio para respirar enquanto está imerso.
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