Ficha técnica
Sinopse
Com a morte do pirata Billy Bones na hospedaria Almirante Benbow, Jim Hawkins, um menino de 12 anos, abriu o baú do velho lobo do mar e descobriu, além de moedas de várias nacionalidades, o mapa de uma ilha onde haveria um tesouro enterrado pelo terrível Capitão Flint.
Jim mostrou o mapa para Dr. Livesey e Sir Trelawney, homens influentes da região. Logo partiram no navio Hispaniola para uma expedição à ilha. A tripulação tinha como cozinheiro Long John Silver, um veterano do mar que havia trabalhado no barco de Flint. Silver os ajudou a escolher o restante da tripulação, homens experientes, entre os quais alguns aliados de Long John – que, como tantos outros piratas, queria mesmo era pegar o tesouro.
A partir daí, começa uma eletrizante aventura, com lutas, armadilhas, mortes sangrentas, barcos à deriva, tempestades e descobertas impressionantes.
Trama cheia de traições e reviravoltas, A ilha do tesouro tem todos os ingredientes para manter o leitor empolgado e sem fôlego a cada página. Clássico para ler e reler muitas vezes, a obra é, muito provavelmente, uma fonte na qual beberam os autores da série Piratas do Caribe, entre outros.
Especificações do produto
- Autor (a)Robert Louis Stevenson
- Tradutor (a)Márcia Soares Guimarães
- GêneroJuvenil
- EditoraAutêntica infantil e juvenil
- Páginas256
- Ano2018
- Edição1ª
- IdiomaPortuguês
- ISBN9788551303184
- Tamanho21,78 MB
- Idade indicada10
Resenhas no
Resenha com spoilers
A Ilha do Tesouro.
Esse livro é bom demais. viajei demaaais lendo. A aventura e vai nos envolvendo do início ao fim com uma história de aventura e ação. Mas ao mesmo tempo leve. Recomendo pra quem está numa ressaca literária.
Resenha com spoilers
Apesar de ter uma história interessante e personagens marcantes, a narrativa pode parecer lenta em alguns momentos e a linguagem um pouco difícil para leitores acostumados com livros mais atuais. Ainda assim, as cenas de aventura e suspense conseguem prender a atenção.
No geral, é uma leitura importante por seu valor histórico e literário, mas que talvez não agrade a todos os leitores modernos.
Resenha com spoilers
Quinze homens no baú do finado, Iô-ho-ho
Dá pra deixar de lado a imagem que o cinema criou sobre piratas, o que Stevenson escreveu mostra o mais real comportamento humano quando o interesse financeiro está em jogo.
O cenário quebra a expectativa por não ser uma ilha paradisíaca. O lugar é descrito como cinzento, cheio de pântanos e com ambiente doentio. Essa atmosfera reflete a conduta dos piratas, que não são personagens românticos, mas homens brutos, dependentes de álcool e egoístas, a decadência do lugar acompanha a falta de moral da tripulação.
No meio disso, Jim Hawkins não age como um herói perfeito. Ele é impulsivo e toma decisões questionáveis, como abandonar o posto na paliçada por impaciência ou pegar o coracle no meio da noite. O andamento da história mostra que, na maioria das vezes, essas atitudes dão certo por causa do improviso e da sorte. É a trajetória de um menino de estalagem que precisa amadurecer rápido para sobreviver e retomar um navio.
Sem dúvidas o ponto alto é Long John Silver, que funciona como um anti-herói. Ele não tem fidelidade a ninguém além de si mesmo. Silver muda de lado para proteger a própria pele, traindo tanto os oficiais quanto os próprios companheiros piratas. Ele é capaz de assassinar um homem e, logo depois, agir com proteção quase paternal em relação a Jim. Essa dualidade evita que ele seja apenas um vilão comum.
O livro se sustenta porque rejeita a divisão simples entre pessoas totalmente boas e totalmente más. O ouro é o pretexto da trama, mas o foco real é observar como o isolamento e o perigo revelam a complexidade de cada personagem naquele ambiente.
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