A floresta sombria

SumaCixin Liu
R$ 39,90
  • Páginas
    472
  • Tamanho
    6,05 MB
  • Idioma
    Português
  • Idade indicada
    Livre
  • Ano de Publicação
    2017

Ficha técnica

Sinopse

Segundo livro da trilogia que inspirou a série O Problema dos 3 Corpos, da Netflix — dos mesmos criadores de G ame Of Thrones. A floresta sombria é um livro incrivelmente forte e original. 

Depois de O problema dos três corpos, a humanidade se prepara para a iminente invasão alienígena. A Organização Terra-Trissolaris — formada por habitantes da Terra que traíram seus iguais para se associar aos alienígenas — pode ter sido derrotada, mas a presença de partículas subatômicas, os sófons, revela todo o conhecimento da humanidade para os invasores, e as defesas terráqueas são um livro aberto para os trissolarianos.
Nesse contexto, em que só a mente humana é segura, é montado o Projeto Barreiras: quatro pessoas serão encarregadas de pensar em uma estratégia para a salvação do mundo. A Barreira está completamente isolada, protegendo seus pensamentos do restante da humanidade, mas até que ponto é possível guardar um segredo?

Especificações do produto

  • Autor (a)Cixin Liu
  • Tradutor (a)Leonardo Alves
  • GêneroLiteratura e Ficção
  • EditoraSuma
  • Páginas472
  • Ano2017
  • Edição
  • IdiomaPortuguês
  • ISBN9788554510060
  • Tamanho6,05 MB
  • Idade indicadaLivre

Resenhas no

Resenha com spoilers
se O Problema dos Três Corpos era um livro sobre a descoberta do horror, A Floresta Sombria é sobre aprender a viver com ele.
Liu Cixin faz algo ousado aqui: apresenta sua ideia central, a hipótese da floresta sombria como solução para o paradoxo de Fermi, logo no início, quase como um teorema, e então passa o livro inteiro construindo as suas implicações. dois axiomas simples (toda civilização quer sobreviver; os recursos são finitos) levam a uma conclusão que esfria o sangue: o universo é uma floresta escura onde cada ser é um caçador armado, e revelar sua posição é o mesmo que assinar sua sentença de morte. é a lógica da desconfiança elevada à escala cósmica, e assusta justamente porque é difícil achar o erro no raciocínio. o Projeto Barreiras é o coração do livro, e a escolha de Luo Ji como protagonista é deliberadamente estranha. ele não é herói, não é gênio, não quer salvar ninguém. é um homem comum arrastado por uma responsabilidade que não pediu, e Liu usa isso para explorar algo que a ficção científica épica costuma ignorar: o peso psicológico de carregar um segredo que não pode ser dito, numa guerra que não pode ser vencida em vida. os saltos temporais via hibernação reforçam esse isolamento, Luo Ji acorda num mundo que seguiu em frente sem ele, repetidas vezes, e ainda assim a ameaça permanece. o livro tem lentidões, é verdade. alguns arcos das outras Barreiras resolvem rápido demais. mas tudo isso é esquecido na reta final, quando a hipótese sai do papel e se torna ação, e o universo, de repente, parece muito menor e muito mais aterrador do que parecia antes. Liu Cixin não escreve ficção científica para nos consolar. ele escreve para nos lembrar que o silêncio lá fora pode não ser ausência. pode ser cautela.
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Jac .05/01/2026
Resenha com spoilers
Melhor final de um livro
Esse livro me surpreendeu tanto que nem tenho palavras. Passei o livro todo com um pensamento derrotista e me surpreendeu até mesmo todas as teorias que eu tinha, mesmo sabendo com spoiler do nome do livro o complexo de fermi me pegou de jeito. É incrível, leiam.
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Ramon07/11/2025
Resenha com spoilers
Quando o medo se torna uma estratégia
“O universo é uma floresta sombria. Todo mundo é um caçador armado, espreitando entre as árvores como um fantasma.” Essa é a essência de A Floresta Sombria, segundo volume da trilogia dos Três Corpos, de Cixin Liu — um livro que não se contenta em narrar uma invasão alienígena, mas questiona profundamente o que significa existir num cosmos indiferente. Se o primeiro livro, O Problema dos Três Corpos, nos deixou fascinados com a complexidade científica e o conceito do contato extraterrestre, A Floresta Sombria nos joga em um abismo psicológico. Aqui, o foco muda: o inimigo não está mais apenas no espaço, mas dentro de cada mente humana tentando decidir como reagir à ameaça iminente dos trisolarianos. Cixin Liu constrói o livro com uma frieza quase matemática, e é justamente isso que o torna tão brilhante. A humanidade está sendo observada, vigiada, antecipada — e, ainda assim, tenta manter uma aparência de controle. O autor cria uma tensão constante entre o macro e o micro: o destino da civilização se entrelaça com dilemas éticos, solidão e o desespero de quem percebe o próprio lugar na imensidão. O protagonista, Luo Ji, é o ponto de virada. Ele não é um herói tradicional; é um pensador relutante, alguém que entende o horror de um universo silencioso onde falar é se condenar. Liu o transforma em um espelho da própria humanidade — racional, egoísta, melancólico e, no fim, profundamente humano. A ideia da Floresta Sombria é uma das mais geniais já concebidas na ficção científica moderna. Ela pega o medo cósmico de Lovecraft e o traduz em lógica pura: o silêncio entre as civilizações não é acaso, mas sobrevivência. É a versão mais crua e plausível do “grande filtro” — e, ao entender isso, o leitor sente um frio que vai além do intelectual. É existencial. Cixin escreve com um senso de escala quase incompreensível. Ele alterna entre o detalhe microscópico e a vastidão do cosmos com uma facilidade desconcertante. Há trechos de pura beleza — e outros de puro desespero. É uma leitura que exige calma, mas recompensa quem se entrega. “A Floresta Sombria” não é apenas uma continuação — é um teste de perspectiva. Depois dele, é impossível olhar para o céu noturno da mesma forma.
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