a máquina de fazer espanhóis

Biblioteca AzulValter Hugo Mãe
R$ 54,90
  • Páginas
    0
  • Tamanho
    2,73 MB
  • Idioma
    Português
  • Idade indicada
    Livre
  • Ano de Publicação
    2016

Ficha técnica

Sinopse

Valter Hugo Mãe agora na Biblioteca Azul com prefácio de Caetano Veloso


Depois de perder a mulher, o barbeiro António Jorge da Silva passa a viver num lar de idosos. Os quartos da ala direita dão para um jardim onde crianças brincam. Os da esquerda, reservados aos acamados, têm vista para o cemitério. Que alegrias pode a vida oferecer a alguém tão próximo de seguir esse caminho? A convivência com funcionários e pacientes do asilo, entre eles o centenário Esteves “sem metafísica”, do poema “Tabacaria”, de Fernando Pessoa, revela a António uma nova possibilidade de existência. Como a flor que fura o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio, a prosa trágica e divertida de Valter Hugo Mãe busca, na humanidade dos que padecem, material para louvar a vida, mesmo em suas manifestações mais ameaçadas.

Especificações do produto

  • Autor (a)Valter Hugo Mãe
  • GêneroLiteratura e Ficção
  • EditoraBiblioteca Azul
  • Páginas0
  • Ano2016
  • Edição
  • IdiomaPortuguês
  • ISBN9788525063137
  • Tamanho2,73 MB
  • Idade indicadaLivre

Resenhas no

Resenha com spoilers
“as datas da relação, o natal, a mudança dos anos, até a época dos morangos, o magusto, as chuvas de molha tolos, o primeiro passo de um neto, o regresso de um satélite à terra, a queda de mais um avião, as notícias sobre o brasil, enfim, tudo. e também é preciso superar a primeira saída de carro a sós. o primeiro telefonema que não pode ser feito para aquela pessoa. a primeira viagem que fazemos sem a sua companhia. os lençóis que mudamos pela primeira vez. as janelas que abrimos. a sopa que preparamos para comermos sem mais ninguém. o telejornal que já não comentamos. um livro que se lê em absoluto silêncio. o tempo guarda cápsulas indestrutíveis porque, por mais dias que se suce-dam, sempre chegamos a um ponto onde voltamos atrás, a um início qualquer, para fazer pela primeira vez al-suma coisa que nos vai dilacerar impiedosamente porque nessa cápsula se injecta também a nitidez do quanto amávamos quem perdemos, a nitidez do seu rosto, que por vezes se perde mas ressurge sempre nessas altu-ras, até o timbre da sua voz, chamando o nosso nome ou, mais cruel ainda, dizendo que nos ama com um riso incrível pelo qual nos havíamos justificado em mil ocasiões no mundo.”
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Resenha com spoilers
Comecei a ler esse livro sem fazer ideia do que continha. Ganhei, sabia ser de um escritor famoso, e que inclusive eu havia conseguido o autógrafo. Comecei e de cara tomei um rançinho pelo protagonista, um idoso muito revoltado. Fiz texto ao fundo do livro para falar sobre aquela situação com idosos e algumas exigências são descabidas por parte deles. Mas foi info, o protagonista, foi se abrindo, se tornando uma pessoa agradável, fazendo novos amigos e entendendo que todos passaremos por isso ( se não morrermos antes) , e que não adianta ter raiva de quem ainda não chegou lá. Facilite as coisas se Silva, dizia eu. No fim, achei o livro lindo, engraçado e triste. Há pérolas de sabedoria dada por VHM. Sem contar à intertextualidade inserida através do Esteves sem metafísica da tabacaria , poema escrito por Álvares Campos, um dos heteronomos de pessoa. Sentirei falta, desses velhinhos e dessa história que acontece tudo e nada ao mesmo tempo.
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Jonas de Sousa01/01/2025
Resenha com spoilers
Não gostei.
Não entendi todo a comoção em volta de Valter Hugo Mãe. Talvez eu tenha perdido alguma coisa durante a leitura desse livro. Foi um dos mais chatos que li, tanto que nem lembrava que tinha lido.
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