Ficha técnica
Sinopse
Flores modernas é um contundente exemplo da escrita feminista de Chrysanthème. Entre as várias personagens que circulam em suas páginas, pelas ruas do Rio de Janeiro dos anos 20, estão mulheres com os mais variados anseios e sonhos. Algumas resignadas aceitam o seu destino, outras, no entanto, se dispõem a lutar pelos seus desejos, ainda que enfrentando os valores impostos pela sociedade de seu tempo.
Esta reedição do livro publicado em 1921 teve a ortografia atualizada e conta com notas explicativas para termos e palavras fora de uso.
(versão atualizada, publicada em 2025)
Especificações do produto
- Autor (a)Chrysanthème
- GêneroLiteratura e Ficção
- EditoraJanela Amarela Editora
- Páginas270
- Ano2023
- Edição1ª
- IdiomaPortuguês
- ISBN9786585000093
- Tamanho1,18 MB
- Idade indicadaLivre
Resenhas no
Resenha com spoilers
O livro faz uma crítica ao modo de vida "moderno" que priorizava o luxo, riqueza e fama aos valores pessoais, morais e familiares da década de 10. (Coisa que a gente ainda vê hoje em dia.)
A história se passa sob a perspectiva de três mulheres, Maria José, Henriqueta e Hortência e suas perspectivas sobre essa modernidade.
Resenha com spoilers
Descobri esse livro bem por acaso, estava pesquisando sobre a Júlia Lopes de Almeida e me deparei com essa autora e essa editora , Janela Amarela que pública autoras "esquecidas". Essa autora especificamente nunca tinha ouvido falar porém em uma busca pela internet, é possível vê que ela foi de grande importância para a literatura brasileira.
Assinava como Chrysanthème mas seu verdadeiro nome era Cecília Moncorvo Bandeira de Melo , filha de escritora, escreveu para jornais e revistas da época. Teve 15 livros publicados e flores modernas foi publicado em 1921.
Um pouco da história do livro.
O livro conta a história de três mulheres a frente do seu tempo
Maria José , Henriqueta e Hortência. Maria José foi criada sem rédeas pela mãe e só procurava um bom casamento, homem rico que bancasse seus luxos e festas na alta sociedade, ela vinha de uma família de classe média do Rio de Janeiro. O pai era funcionário público, a mãe dona de casa ( grande responsável pelo jeito extravagante da filha) e a avó que era uma mulher doce , com valores e correta.
Essa Maria José faz de tudo para conseguir o que quer , uma guria sem escrúpulos nenhum , afetada , maldosa.
Hortência e Henriqueta são amigas de infância, tiveram uma infância bem difícil, a primeira casou com um homem sem amor e depois de um tempo, o homem a abandonou com um filho pequeno e ela resoluta, aceita seu destino. Em um belo dia , o filho dela fica doente e precisa da visita de um médico. E ela ao vê-lo se apaixona perdidamente e ele por ela mas os dois sabem que é um amor impossível visto que ela é uma mulher casada. Já Henriqueta casa com um homem muito rico e a princípio parece que ela vive em um bom casamento. Durante a leitura do livro não fica claro o caráter do casamento dos dois , há indícios de ser um relacionamento "moderno" para época mas nada fica muito claro. Ela dá altas festas e é muito invejada pelas outras mulheres. O ápice ocorre quando ela se apaixona por um homem (ex noivo da Maria José ) que é quando ela percebe a vida frívola na qual vive e as situações embaraçosas das quais o marido a obriga participar.
A questão central do livro parece ser justamente a reflexão sobre até que ponto a modernidade pode ser realmente benéfica para a mulher. E se essa liberdade feminina pode ser apenas ilusórias e que ainda as aprisionas em outras formas de submissão.
No fim, cada protagonista tem um desfecho distinto e o título do livro permea o destino dessas três mulheres.
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