O pai da menina morta

TodaviaTiago Ferro
R$ 48,72
  • Páginas
    176
  • Tamanho
    1,34 MB
  • Idioma
    Português
  • Idade indicada
    Livre
  • Ano de Publicação
    2018

Ficha técnica

Sinopse

Estreia de uma das mais novas e marcantes vozes da literatura brasileira, este é um romance comovente e aterrador. O que acontece quando uma menina de oito anos, inteligente e amorosa, morre subitamente? O romance de Tiago Ferro tenta compreender os ecos dessa devastação na vida do pai. Gestado a partir de uma tragédia vivenciada pelo autor em 2016, o livro não se restringe ao inventário doloroso dessa perda indizível, mas discute temas como memória, sexualidade, humor, confissão e fabulação. Um livro comovente e aterrador.

Especificações do produto

  • Autor (a)Tiago Ferro
  • GêneroLiteratura e Ficção
  • EditoraTodavia
  • Páginas176
  • Ano2018
  • Edição
  • IdiomaPortuguês
  • ISBN9788593828515
  • Tamanho1,34 MB
  • Idade indicadaLivre

Resenhas no

Resenha com spoilers
O pai da menina morta
eu precisei de coragem pra abrir esse livro. e precisei de mais coragem ainda pra continuar depois das primeiras páginas. a premissa já entrega tudo: um pai perde a filha de 8 anos e, a partir do enterro, passa a ser identificado para sempre como “o pai da menina morta”. não tem como escapar disso. nem ele, nem a gente que lê. o que Tiago Ferro faz aqui é impressionante porque ele não escreve um livro de choro. ele escreve um livro de caos — e isso é muito mais honesto. a estrutura é toda fragmentada, não-linear, misturando e-mails, listas, cartas, trechos de diário, até fotografias. parece bagunça, mas não é: é exatamente assim que o luto funciona. você não sofre em ordem cronológica. o que me pegou foi o humor. sim, tem humor aqui, e ele não alivia nada — pelo contrário, dói mais. o narrador sabe que vai ser sempre aquele cara, e ele olha pra isso com uma lucidez perturbadora. o livro é autoficção: Ferro perdeu sua filha Manu de verdade, em 2016. saber disso enquanto lê muda tudo. cada página pesa diferente. não é leitura fácil e não deveria ser. mas é uma das coisas mais honestas que a literatura brasileira produziu nos últimos anos. você termina e fica um tempo sem conseguir pegar outro livro — porque qualquer coisa depois disso parece leviana demais. leitura obrigatória. só não comece num dia que você já esteja no limite.
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Bruna Sousa15/01/2026
Resenha com spoilers
“todo-amor”
me senti acompanhando uma vida que começou ou terminou depois de uma ter terminado precocemente e começado em outro lugar. diário, no dia que deu. desejei e desejo um lugar muito bom pra filha, pra outra filha e pro pai e pra mãe. fiquei em dúvida junto dele, sabendo que estava muito longe de entender a dúvida. então não foi junto. fiquei confusa, e é o jeito. e triste também. todo-amor
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Denise Possenti01/08/2025
Resenha com spoilers
Uma dor real, mas uma leitura inquietante
Li O pai da menina morta movida por respeito à dor profunda que o autor compartilha — a perda de uma filha é uma ferida que escapa a qualquer descrição. Por isso, escrevo esta resenha com cuidado, distinguindo o testemunho de dor (tão legítimo e tocante) da experiência literária que tive com a obra. Infelizmente, não consegui me conectar com a escrita. A proposta fragmentada e o estilo mais experimental talvez tenham o objetivo de espelhar o caos emocional do luto — o que compreendo —, mas para mim, isso dificultou a leitura. Senti-me afastada do texto, sem conseguir mergulhar ou me deixar levar. Reconheço a coragem de transformar uma tragédia pessoal em livro. Imagino o quanto isso tenha exigido do autor. E me compadeço, como leitora e como ser humano. Mas, como obra literária, O pai da menina morta não me envolveu. Ainda assim, respeito quem se sentiu tocado, quem encontrou no livro consolo ou identificação. Cada leitura é um encontro — e este, para mim, simplesmente não aconteceu.
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