Madame Bovary

Nova FronteiraGustave Flaubert
R$ 22,99
  • Páginas
    352
  • Tamanho
    1,84 MB
  • Idioma
    Português
  • Idade indicada
    Livre
  • Ano de Publicação
    2022

Ficha técnica

Sinopse

Afundada na mediocridade de sua rotina, Emma Bovary vive intensos conflitos internos, entre um marido com poucas qualidades e uma solidão que a consome. Sua visão romantizada da alta classe e o anseio pela nobreza, porém, a levam a extremos inimagináveis. Publicado pela primeira vez em 1856, Madame Bovary chocou o governo francês da época, levando Gustave Flaubert (1821-1880) a julgamento por "imoralidade". No entanto, o romance tornou-se um sucesso estrondoso no ano seguinte e sua popularidade se estendeu de maneira imensurável. Diversos autores e artistas, como Proust, Nabokov e Kundera, reconhecem o valor da obra-prima de Flaubert, cuja influência transformou o pensar e o fazer literário em todo o mundo. PREFÁCIO DE CAROLA SAAVEDRA

Especificações do produto

  • Autor (a)Gustave Flaubert
  • GêneroClássicos
  • EditoraNova Fronteira
  • Páginas352
  • Ano2022
  • Edição
  • IdiomaPortuguês
  • ISBN9786556404967
  • Tamanho1,84 MB
  • Idade indicadaLivre

Resenhas no

Rafael Menezes18/07/2026
Resenha com spoilers
Madame Bovary foi um livro que me fez refletir bastante sobre como expectativas irreais podem destruir uma pessoa. Emma vive sempre buscando uma felicidade que nunca parece suficiente, e isso faz com que ela tome decisões cada vez piores. Em alguns momentos ela desperta compaixão, mas também é difícil concordar com muitas de suas atitudes. A escrita de Flaubert é muito detalhada, o que pode deixar a leitura um pouco lenta, mas a história continua muito atual por mostrar os perigos de viver preso a ilusões e ao desejo de uma vida perfeita.
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Ana Claudia16/07/2026
Resenha com spoilers
Ela não estava feliz, nunca estivera. De onde vinha aquela insuficiência da vida, aquele apodrecimento instantâneo das coisas sobre as quais se apoiava?
Emma é uma jovem de classe média que passou boa parte da infância e adolescência em um convento, onde sua única distração era a leitura de romances. Ao sair do convento e voltar para a casa do pai, Emma precisa lidar com o tédio da vida doméstica e o desejo por uma vida marcada por “paixão, êxtase e delírio”. O primeiro homem que oferece essa possibilidade é Charles Bovary, um médico insosso e sem imaginação. Após o casamento, Emma logo percebe que não encontrou o grande amor de sua vida e passa a buscar, em relacionamentos extraconjugais, a emoção e o romantismo que idealizou nos livros. Nunca foi tão difícil opinar sobre uma personagem. Emma é extremamente fútil, mimada e egoísta. Sonha com uma vida cheia de emoções, busca qualquer prazer em relacionamentos com homens medíocres e trai o marido, extremamente compreensível e dedicado a ela. Sempre que parece ter encontrado o amor da sua vida, recai no velho dilema: a ânsia de ter e o tédio de possuir. Mas ela não foi criada para ser exatamente assim? Ela não podia trabalhar, estudar, ser independente, se divertir ou se divorciar. Em que lugar encontraria a emoção que tanto procurava? Emma Bovary é uma mulher de classe média que reproduz muitos dos preconceitos e da insensibilidade de sua posição social, o que torna difícil sentir empatia por ela. Contudo, Emma é fruto do seu tempo e, de certa forma, não poderia ser mais subversiva do que era. Ao não se contentar com a vida doméstica e a maternidade, desafiava as convenções sociais e lutava com tudo o que foi predeterminado para a sua vida. Ainda assim, não consigo gostar dela, mas também não a condeno.
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Resenha com spoilers
...onde tudo seria paixão, extase e delírio
Pobre, Emma. Mulher escrita pela ótica de um homem; fruto do desejo de muitos; e bela, muito bela. Sonhadora, bovarista, desejava ingenuamente descobrir o que era a felicidade, a paixão e a embriaguez. Não encontrou no casamento o amor que os livros lhe prometeram. Nem nos amantes que, partida as ilusões, mostravam-se apenas como homens que não são como os dos romances e que, se não tediosos como o marido, são aproveitadores. O livro é contado de modo lento, com a escrita sendo mais importante que a mensagem, o que deixa a obra um tanto maçante — cheia de adjetivos que, pelo menos eu, tinha dificuldade de integrar. Mas, da história, além do que eu já falei, eu não considero Emma Bovary muito certa nem muito errada. Uma mulher de sua época tem muitas dores, por mais que me incomodou o modo como ela nunca estava bem. Nunca estava satisfeita. Porém, não deveria me surpreender, visto as condições de mulher presa à esfera privada (como a burguesia feminina de sua época), casada com um homem não pobre, mas também não rico desinteressante e uma filha que ela não queria (o que não justifica algumas grosserias contra a criança, como quando ela a machuca). Interessante o livro se enquadrar entre aqueles que não forçaram o mito do amor materno incondicional e natural. Enfim, me escapa como organizar as ideias 💁‍♀️ gostei do livro, definitivamente tem sua importância, Emma é uma personagem realista e que foge de padrões de sua época. A nota é devido a minha dificuldade para ler as extensas descrições.
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